segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Astrobobagem



Sempre defendi que os astrológos não sabiam o que estavam dizendo. Agora que Parke Kunkle apontou falhas grotescas, só me resta rir bem alto. 

Minha linha de pensamento era a seguinte: não há como provar que os astros não influenciem nossas vidas. De fato eles influenciam, só não da maneira como os astrólogos afirmam, e mesmo que  esse mundo fantástico fosse realidade, eles não tinham embasamento matemático ou científico para realizar quaisquer previsões.

Os mapas astrológicos foram montados por volta de 5 mil anos atrás, quando os astrólogos perceberam que o Sol fazia um círculo em torno da Terra a cada 365 dias. As pessoas então assumiam o signo alinhado com o Sol no momento do seu nascimento. Esses são os mesmos mapas utilizados até hoje.

Não é preciso pertencer um curso superior em Astronomia para perceber que tem muita coisa errada acima. Nesses 5 mil anos, algumas pessoas mais esclarecidas perceberam que era na verdade a Terra que dava uma volta em torno do Sol a cada 365 dias em uma órbita elíptica e não circular. Além disso a Terra tem o eixo inclinado em 23 graus, causando uma contante mudança no céu visível e no alinhamento das constelações. Convenhamos, o telescópio foi inventado e nenhum astrólogo na Terra pensou em dar uma atualizada no mapa ? Em 5 mil anos ?

Diante dessa bagunça celestial, várias pessoas estão indignadas por não pertencerem a determinado signo do zodíaco ao qual já haviam se habituado. Aparentemente, os astrólogos vinham inventando tudo que diziam sem fundamento algum na realidade dos céus. Ou seja, nenhuma novidade. Trouxas serão trouxas e astrólogos serão charlatões...

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Vida Fora da Terra



Quando anunciarem que existe vida fora da Terra, acredito que os seres humanos passarão por uma grande mudança de perspectiva. Nosso cérebro parece ter sido programado para se achar especial, o centro do universo. Já a realidade insiste em nos mostrar o quão enganado estamos.

A Igreja chegou a queimar gente que dizia que a Terra não era o centro do universo. Depois achamos que era o Sol, depois nossa galáxia. Hoje, estamos confinados em um cantinho na parte de fora da espiral de uma galáxia entre outras bilhões por aí.

No dia em que constatarmos que nosso planeta é apenas mais um entre bilhões de outros habitados universo afora teremos que encontrar outra maneira de nos sentir especial e aí então vai faltar psicólogo para o volume de gente precisando de terapia!

Fiscalização de 3o mundo



Qual o sentido da fiscalização ? Gerar um extra para o fiscal ? Atrapalhar a eficiência do mercado ? Ou seria garantir o bem estar e interesse da sociedade ?

Eu acredito na última hipótese, mas ela não explica o tipo de fiscalização que presenciamos no Brasil. O intuito da grande maioria dos fiscais brasileiros é punir, atrapalhar e prejudicar. Esse é o interesse do estado ?

A presunção de má-fé do fiscalizado tem de acabar. O Brasil gera novas normas e regulamentações em índices absurdos, como pode alguém acompanhar ?

Como nasce um monopólio



Já falei que o grande negócio da Apple é o Itunes. Essa semana saiu uma pesquisa divulgando que ele já domina 66% (3% a mais que no ano passado) da venda de músicas digitais. O segundo lugar é da Amazon com apenas 13%. Como as mídias estão fadadas a desaparecer, está nascendo um monopólio no setor. Daqui a pouco a única fruta no supermercado vai ser a maçã...

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Para rir à toa



Quem tem vizinhos como o Brasil não precisa trabalhar. Não precisa fazer investimentos, não precisa ajustes fiscais, não precisa nem de planejamento. Deve ser por isso que o Evo Morales vive rindo à toa. Ele encampa propriedade privada, nacionaliza investimentos bilionários e um pouco depois a Petrobrás vai lá e injeta mais dinheiro na Bolívia. Somos "trouxas" internacionais, fregueses de um governo confiscatório e irresponsável.

Se o intuito é fazer favor para os vizinhos, que pelo menos façam uma doação transparente e não desperdicem recursos humanos planejando e construindo um empreendimento que vai ser tomado e desativado em seguida.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Caos urbano



Minha vida mudou muito com o trânsito. Antes eu adorava perambular pela cidade, conhecendo lugares novos e trocando idéias. Hoje isso se tornou impossível. Perambular pela cidade implica 2 horas de trânsito em qualquer direção.

Agora eu moro perto da minha família, trabalho na quadra o lado da minha casa e só frequento estabelecimentos comerciais em um raio de 2 km. Antes eu achava um absurdo ter de viver num condomínio com muros altos, praticamente em um regime semi-aberto, onde saía para trabalhar de dia e voltava para minha prisão domiciliar à noite. O limite de 2 km restringiu ainda mais a minha prisão.

A julgar pelos investimentos feitos até então, teremos uma porção de microcidades dentro das cidades. Bairros autossuficientes com habitantes presos dentro deles. O preço do metro quadrado dentro desses bairros vai subir muito, assim como o custo das telecomunicações. Afinal, presos dentro de casa, cada vez mais nos tornaremos sedentários e depentes da nossas conexões remotas com o mundo exterior de nossa prisão.

De quem é a culpa ? Acho que é minha mesmo. Nossa. Fizemos escolhas ruins no passado e agora comprometemos nosso futuro. Preferimos ter um segundo carro em casa à uma faixa a mais nas ruas. Preferimos morar perto da praia à ter uma via eficiente para chegar até a mesma. A solução agora é escolher pensando mais no futuro e menos no presente. Tempo vamos ter de sobra enquanto presos dentro de casa ou no trânsito.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Promessas e Penitências



Se tem uma coisa que não consigo entender é o pagamento de promessas religiosas e as penitências. As pessoas pedem um favor divino e pagam com sofrimento, seja subindo escadarias montanhescas, ajoelhando em milho, restringindo a alimentação, etc.

Essas pessoas acham que Deus gosta de vê-las sofrer ? Faz algum sentido mostrar gratidão com sofrimento ? É claro que não. Isso é um resquício comportamental de uma sociedade de milênios atrás. Pode até ter feito sentido no passado (o que eu duvido), mas hoje é um ato tolo e inútil.

O que essas pessoas deveriam fazer em gratidão é ajudar outras pessoas. Dar comida para quem passa fome, consertar o telhado de alguém sem recursos, ou seja, algo construtivo e não destrutivo. Isso faz muito mais sentido do que ficar um ano sem comer chocolate.